Dimmen

Esse conto surgiu de um sonho, da mesma forma do Projeto F.E.L.I.C.I.A., porém não foi tão claro e algumas outras partes dos sonhos não foi possível juntar a uma coisa só. Parece que foram vários trechos, e tive que encontrar a ordem. Além de ter feito adaptações e interpretações sobre algumas partes.

Não sei se é esse lugar ou se sou eu mesmo, mas as memórias estão muito falhas. Ainda bem que há papel e caneta aqui, o que não era de se imaginar, este lugar tão... velho?

Naquela casa onde há uma piscina coberta, estavam meus amigos se divertindo nela, juntos com outros grupos sociais. Estava divertido. Mas não consigo sentir mais essa diversão. Eu estava no canto, até quando parece que fui empurrado ou eu mesmo quis entrar na piscina mas não nadava, fiquei imóvel, caindo em uma profundidade questionável.

Parece que ninguém se manifestou que eu não estava ali, ouvia mais nenhuma voz.

Sim, consegui me mover e cheguei à superfície, mas não fazia sentido: estava escuro, aquele piso moderno não é mais um piso moderno, e sim um piso de madeira. Aquelas paredes com azulejos não eram mais paredes com azulejos, e sim eram paredes de madeira, com sensações velhas.

Mesmo fora da piscina, mal conseguia respirar. Como se meu nariz estivesse tampado. Só conseguia respirar raramente. Mas mesmo assim, eu não sentia alguma insuficiência. Uma pergunta que eu consigo lembrar que eu havia feito era: "Será que eu morri?"

Vendo o cômodo inteiro, percebi que isso parecia ser uma versão daquela casa, bem mais velha ou pelo menos, não conservado há um bom tempo. Vi um homem sentado, usando a parede como encosto. Ele realmente me lembrava o Bardock. Mas minha atenção logo mudou para alguma coisa... que não consigo lembrar.

(lembrança vaga)

Estavam me apresentando para todos os moradores daquela casa e a casa propriamente dita. Na cozinha, há uma mesa de madeira longa, para que todos pudessem comer lá no mesmo horário, com janelas emitindo luzes fracas, mesas de cozinhas vellhas de madeira e algumas coisas de pedra. Caixas com comida. Tem uma porta que disseram que leva à escavação. Há uma saída que parecia ir para um corredor ao céu aberto.

Conseguia ver aquele céu cinza. Aquelas paredes soam ser de cimento (me surgiu a questão sobre o uso do cimento) não rebocados, então o relevo era bem misto. Aqueles blocos de cimento que têm furos quadriculados são usados para colocar várias vassouras e pás, além de outros utensílios que usam cabo. Esse corredor é bem pequeno, depois de poucos passos já chegava em um outro cômodo.

- Cumprimente o senhor (não lembro o nome)!

- Como vai? - disse o senhor, acenando a mão para mim, no andar abaixo. Bebendo alguma coisa com sua esposa.

Este cômodo que vem depois do corredor, lá é onde mora um casal velho, porém fortes. O cômodo é o mais destruído, com aqueles suportes de telhados quase caindo, outros já estão sendo usados como suporte de outras coisas. Este andar debaixo foi criado devido ao frágil chão, e acabaram percebendo que existia um chão depois deste chão.

As bordas desse cômodo são cheios de coisa. Até tinha um gato andando por aqui e por ali. Não lembro o nome do gato.

Esta casa tem aproximadamente... 16 pessoas. São todos aparentemente felizes, cada um com seu estilo de ser e viver, são unidos para tentar sobreviver naquela casa. Sobreviver?

(lembrança vaga)

- O que é aqui? - Disse eu.

- Não se sabe, todos daqui vieram de alguma forma que não conseguimos explicar. - Disse alguém.

- Existe alguém lá fora?

- Não há como sair daqui. Somos os únicos que vivem neste... mundo. Porém, existe uma força maior que domina esta casa. Essa força maior quer nosso trabalho - aponta para o caminho da escavação - querem cinco sextos de tudo o que temos.

(lembrança vaga)

- Porque o céu é cinza? - Perguntei.

- Este lugar é poluído demais.

(lembrança vaga)

- Não sei, parece que aqui é o mundo dos mortos. Não há mais necessidade de viver. - Disse alguém.

(lembrança vaga)

- Nós temos que sempre dar uma parte do nosso tesouro para eles. - Disse alguém.

- Por quê?

(lembrança vaga)

- Mas, nós podemos desafiar essa tal de força maior! - Disse eu.

- Como?

(lembrança vaga)

- Sabe, não acho que estou morto. - Disse eu.

- É? - Alguém respondeu.

- Sim, a minha respiração já voltou ao normal. Como se eu estivesse num lugar bem alto, e então teria que passar por um processo de acostumação.

- Nunca reparei nisso.

- Há motivo para viver, não estamos aqui sem motivo. Acredito que estamos em um mundo novo, onde há muitas coisas para o que fazer.

(lembrança vaga)

- Você se lembra como era lá? - Alguém perguntou.

- Lá onde? - Disse eu.

- De onde você veio.

- Um pouco. Embora seja mais colorido do que aqui, não dava para sentir essas cores como eu sinto aqui.

- Hum...

(lembrança vaga)

- Cheguei! - Disse alguém, vindo da escavação.

- Oh, e o que trouxe hoje? - Peguntaram.

- Só isso. - Esse alguém me mostrou uma pedra branca e azul claro, azul da piscina.

- E o que é iss- Fui interrompido.

- Brincadeira! Há um montão ali - apontando para os dois homens que estavam com ele, com alguns sacos pesados.

- Vamos ter que dividir isso tudo para eles? - Alguém perguntou.

- Não precisamos. - Alguém respondeu.

- Por quê? - O alguém que perguntou.

(lembrança vaga)

Este lugar realmente não é a morte. Como se eu fosse teletransportado para um novo mundo ou nova dimensão. Há muitas coisas para descobrir e fazer por aqui.

Ah... Se eu conseguisse lembrar de tudo.

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