Projeto F.E.L.I.C.I.A

Projeto F.E.L.I.C.I.A é um sonho que tive essa semana, resolvi por no papel e até fazer uma continuação, que eu acho que ficaria maneiro. Bem, é um pouco futurista e estranho. Tentei por o máximo de descrição que pude lembrar. Esse sonho lembra-me algumas visões de "survivor"... Mas tá aí, o conto a seguir é apenas o sonho, a história inteira ainda não pude escrever.
O Ponto Inicial
Morava eu em uma comunidade residencial, onde eu conhecia uma boa parte das pessoas, tanto colegas de escola quanto que moravam lá mesmo. Por baixo do nariz do governo e até talvez do síndico (nunca se sabe, até talvez ele fazia parte) criamos um túnel (tanto subterrâneo quanto por cima da terra, fazendo um sistema de fortificação um tanto disfarçada) em que as casas se conectavam, economizando tempo e aumentando a nossa diversão. O túnel ainda estava incompleto estruturalmente, então era feito, na maioria das vezes quando é por cima da terra, de cimento.

Minha casa era um térreo e um andar de baixo, em cima ficava a cozinha, a sala, os quartos dos meus pais e da irmã. Em baixo, ficava a lavanderia, um muro para a vista da cidade, meu quarto, e uma escada simples de madeira pra levar ao túnel que passava por cima da casa. A cor era bem cinzenta, por causa do cimento. Nós ainda não tínhamos pintado a casa. Ao nosso lado, como vizinho, era uma casa de tijolos e reclamávamos de umidade, porque bem do lado ficava uma caixa d'água bem grande.

Meu pai tinha uma inteligência interessante a respeito de robótica e essas coisas que eu nunca entendia direito. Minha mãe e irmã... Não sei no que elas prestam, ainda mais a irmã que nunca fez nada de bom na vida.

Esse dia marcou o início de uma coisa muito estranha... Pois bem. Nesse dia, meus colegas da comunidade me disseram por Messenger que haviam conhecido um grupo de 5 meninas, que sua “líder” se chamava Felícia. Diziam que eram bonitas, principalmente ela. Falaram da cor dourada do cabelo dela, também sobre que ela fazia altas loucuras com eles. Fiquei meio pensativo, achando que não se passava de uma brincadeira ou exagero. Mas não foi só um que me disse, e sim uma grande parte das pessoas. Que seu olhar hipnotizante os fazem ficar parados só para vê-las e essas coisas... O pior que eu nem cheguei a vê-las... Como sou azarado.

Naquele momento, eu estava em um site de notícias em meu notebook. A manchete dizia que uma parte da minha cidade fora destruída por alguma coisa... Alguns apostaram em uma guerra, outros em UFOs, outros em chuva de meteoritos e vários motivos desse jeito.

Não deu tempo pra ler o artigo na íntegra, ouvi uma explosão e a casa tremeu por uns 3 segundos. Corri para ver e acabei vendo um céu avermelhado por causa do fogo, com cinzas no ar. Vi 5 objetos aparentemente iguais, com o objeto do meio com alguma característica que o destacasse, mas que eu não conseguiria explicar qual, voando.

Uma janela do Messenger abriu-se rapidamente, dizendo “NÃO FAÇA ALGO CONTRA ELES! NEM FALE A RESPEITO, FAÇA NADA, CUIDADO!” e ele ficou offline. O céu continuava com o mesmo tom, com mais e mais explosões e a terra tremia. Ouvia gritos que às vezes cessavam repentinamente.

Meu pai apareceu lá em cima olhando pra eles e gritou pra mim que precisaríamos desligar esses robôs e falou mais alguma coisa sobre robótica que eu não fazia ideia, corri pra dentro e gritei que ele não deveria ter dito essas coisas. Ele ficou com uma cara interrogativa. Os objetos, que então eram robôs, passaram pelo alto da casa, reto.

Fiquei aliviado, por um tempo. Meu pai estava pra descer a escada até em baixo, porém a parede de tijolos ao lado fora quebrada do lado de dentro, pelos robôs. Os tijolos o acertaram e com a pressão d'água o puxou para baixo e ele caiu no chão de frente ao muro. Foi por pouco que ele não havia sido esmagado, ele rolou para o lado no mesmo momento que a parede do muro estava caindo (por causa dos robôs e da tremedeira). Ele saiu segurando o braço e estava machucado, mas ele ainda conseguia correr.

Não pensei duas vezes e fomos então em direção ao túnel. Ele foi primeiro. Enquanto ele subia, ficava vendo para o céu para ver se os robôs estavam por perto. Acabou que um surgiu de repente em minha frente. Do nada ele se transformou em uma menina de cabelos loiros longos (única característica que eu me lembrava) e piscou o olho com um sorriso. Fiquei parado sem saber o porquê. Surgiu uma espada em sua mão e consequentemente, ia me matar. Porém algo evitou isso, parecia que algo chamou mais a atenção dele (ou dela, nem sei mais) e voou para cima, continuei parado. Fechei o olho e parecia que algo havia me soltado, como se alguém viesse de meus pensamentos e me soltasse, não perdi a oportunidade e saí correndo. Creio que até hoje devo agradecer a alguém por causa disso.

Subimos a escada de madeira para o túnel e continuamos a correr. Encontramos outros moradores também. Nosso grupo era de umas 7 pessoas. Um menino, ficou parado, chorando, segurando sua raquete de tênis-de-mesa, o seu bem mais precioso. Falei pra ele vir conosco, mas ele retrucou falando que gostaria de ver Felícia antes de morrer ou algo assim. Não tivemos escolha a não ser deixá-lo. Suponho que sua casa fora destruída...

Pensei em voltar pra minha casa, buscar meu notebook. Até comentei isso, mas fiquei indeciso em ir, mas lembrei-me que a vida vale muito mais que algum objeto. Mas se bem que lá, haviam informações pessoais e importantes... Então fico na torcia que o notebook seja destruído junto. Continuei a correr.

Logo depois, os robôs haviam achado o túnel, estavam destruindo o começo do mesmo, onde estava o menino e a entrada para minha casa. Continuavam a destruir tudo, e quanto destruíam uma parte, continuavam a destruir as próximas. Mas quanto mais corríamos, mas perto eles ficavam. Eles estavam buscando à destruição, ou nós?

Meu pai disse então para irmos nessa escada de ferro de cor prateado. Fomos, por mais que eu achava essa ideia meio suicida. De qualquer jeito eles encontraria-nos. Alguns continuaram o caminho sem nós.

Chegamos em uma sala de cor prata de azulejos e paredes bem lisas, com janelas de vidro duplo e visualização (só podia ver as coisas de fora por dentro; e não dava pra ver as coisas de dentro, de fora). Era uma sala brilhante pela limpeza e cores. Meu pai disse que era a sua sala onde colocava alguns tesouros. A sala era retangular, com as janelas apenas de um lado dela, uma salinha escritório no canto e umas portas repetitivas que pareciam abrir em dois na vertical, em um lado menor do retângulo (já que no outro, estavam nós e a escada de ferro).

Havia um carro que nunca vi na vida, de cor prata também. Vidros pretos. Era um carro longo e moderno. Meu pai reclamara que o carro estava limpo até ontem, cheguei perto dele e vi que estava um pouco empoeirado. Achei engraçado... Quem em dera saber que ele tinha interesse por carros, como qualquer outro homem “comum”.

Também havia alguns carrinhos, que funcionavam e não funcionavam, e um patinete voador. Feito com um joystick que eu tinha durante a infância (isso explicava o sumiço do mesmo) com alguma chapa de metal com bordas arredondadas de algum lugar que não faço ideia. Um menino achou legal e ficou brincando com ele, por mais que a situação estivesse tensa. Pensamos em usar o carro para fugir, já que ele tinha uma tecnologia que nos ajudasse a tal.

Mas era tarde demais. Podíamos ver os cinco robôs pela janela olhando para nós, com os braços para frente, parecendo que iam atirar. Corremos para algum lugar. Eu corri para a sala de escritório juntamente com uma menina de uns 6 anos. Fechei a porta e pedi para se esconder de baixo da mesa e desliguei a luz. Ouvia barulhos e as coisas tremiam. Acho que a menina estava com medo como eu, mas igualmente ficamos bem quietos. Fechei os olhos.

A porta estava sendo para ser arrombada e tentei segurar, mas não consegui. O robô apareceu então. Mas tudo ficou parado. Abri os olhos. Eu ainda estava no escritório.

Mas parecia que a cena iria se repetir. A porta estava sendo arrombada e tentei segurar como fiz. Sem sucesso, a porta praticamente se despedaçou. Apareceu um policial de traje alaranjado dizendo para ir para a minha esquerda, que ficavam aquela portas. Ele disse que eram elevadores. Corri com a menina, cada um em uma porta.

A cena que estava naquela sala que parecia tranquila não estava nada bom. Estava em chamas, com o carro desaparecido e policiais atirando e sendo mortos pelos robôs. E a parede onde estavam as janelas não existia mais.

Estávamos descendo, com o coração batendo tão forte “a ponto de sair do corpo”. Não existia um teto no elevador, vi alguns fogos saindo pela porta (que estava aberta) e a corda que puxava e regulava a velocidade do elevador. Estava bem firme. Até quando apareceu um robô e cortou a corda.

Fomos caindo em alta velocidade. Lembro que o robô se transformou naquela menina novamente e olhou para baixo. Depois de um tempo, não pude mais conseguir ver lá em cima, estava tudo preto. Provavelmente a porta se fechou após aquilo.

O elevador praticamente bateu no chão em alta velocidade, mas o chão parece que tinha algum material que ajudou a diminuir o impacto. Mas mesmo assim, caí ao chão. A menina estava sentada em um banco, um pouco mais calma.

Estávamos em um Hall totalmente calmo, silencioso. Um corredor largo com tom rústico, tapetes, estátuas, monumentos, janelas fechadas, piso de madeira, plantas unanimemente iguais e bancos. Estavam em algum padrão de ordem. No final, havia um portão de madeira. Mesmo desesperado, tinha fôlego e corri ao portão, junto com ela.

No caminho, tive a sensação de estar deixando tudo. Minha família, amigos, colegas. As coisas que eu comprei, minha cama, meu quarto, meu notebook, minha casa. Parecia até que meu passado estava ficando para trás.

E eu ouvia uma voz feminina dizendo em minha mente: “Se você quer um desafio... Está pronto?” Ou algo parecido, até hoje não lembro certamente das palavras, mas tinham esse sentido: Eu quero um desafio? Mas que desafio?


No Aquário – Parte I
Abri o portão. E não sei ao certo explicar onde eu fui parar. O chão era de madeira. O espaço era azul. Eu estava em uma espécie de aquário. Via peixes ornamentais por alguns lados. Haviam algumas cadeiras.

Tinham pessoas lá, algumas que eu conhecia, outras que nunca vi na vida.

Minha respiração estava pesada, mal conseguia respirar direito com o nariz. Tive que puxar, acho que ar, pela boca. Era dificultoso. Tentei me mexer, e parecia que estava me mexendo na água, porque o efeito era totalmente idêntico. Vi um garoto com uma máscara de oxigênio, parecia que ele também tinha esse tipo de respiração...

Havia um homem com cabelos brancos e enrolados, me lembrando um pouco o Einstein. Ele me deu boas vindas e disse que eu iria treinar com um cara lá. Eu não fazendo ideia, fui prum canto tentar me mexer novamente, com alguns socos. O cara que ele havia indicado tentou fazer o mesmo, mas estava perplexo com meus movimentos, parecendo que nunca havia visto aquilo ou coisa do tipo. Olhei para ele e vi que ele não parecia muito com um humano... Parecia mais um homem peixe. Seus olhos pareciam ser de um asiático e sua roupa era preta e justa. O tecido parecia ser aqueles de mergulhador.

O homem também disse que eu deveria treinar com as meninas, que elas eram mais experientes em movimentação na água. Ou algo assim. Fiquei meio espantado pensando se eu caí em alguma armadilha, se eram as meninas da tal Felícia. Para meu bem, não era. Eram meninas aparentemente normais, nesse espaço tão louco.

A menina que me acompanhava sorriu para mim, feliz por estar viva e ao meu lado, segura.

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1 comentários:

  1. Sonho-aventura, um troço meio raro...
    Enfim, uma história que me trancou nela, não conseguia parar de ler.
    Parabéns Doug.

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